Com o GPS preparado e o coração cheio de expectativas, estávamos prontos para enfrentar qualquer desafio.
Esta aventura fez parte do circuito GPS EPIC, sendo a 4ª etapa deste conjunto de eventos de BTT. A organização desta etapa ficou a cargo dos Os Rôtos - Associação de BTT-Guimarães, que fizeram um trabalho fantástico apesar das condições climáticas adversas.
Havia duas opções de percurso: um de 65 km e outro de 82 km. Decidi enfrentar o percurso mais longo, de 82 km, sabendo que seria uma aventura de resistência e determinação.
O primeiro grande momento foi a passagem pela fábrica LAMEIRINHO, uma empresa com mais de 70 anos de história que nos abriu as portas para "explorar" suas instalações. Reabastecemos em Praia Seca, onde a FUGA GASTRONÓMICA nos oferecia uma mesa cheia de delícias, desde bolos caseiros a frutas frescas, que nos deram a energia necessária para continuar.
A segunda paragem foi na Basílica de São Torcato, onde mais uma vez a FUGA GASTRONÓMICA nos surpreendeu com uma variedade de iguarias. A frase que ecoava na saída do abastecimento era otimista: "Agora só já temos a subida ao alto do santuário da Penha e depois é sempre a descer." Ah, como essa subida foi dura! Cada pedalada parecia um desafio, mas compensava todo o esforço.
Antes do maior desafio físico, a subida ao santuário da Penha, a Quinta dos Encados serviu como um lugar de descanso e de reencontro com amigos. Cada palavra de encorajamento e cada sorriso tornaram a jornada mais leve. Sentia-me grato por cada pequeno gesto de carinho e incentivo.
Algumas Ecovias pelas margens do Rio Ave surpreenderam. As pontes romanas e a rica história envolvente adicionaram um toque mágico ao percurso. Era como pedalar através do tempo, com cada pedra e cada curva contando uma história. Apesar da chuva e da neblina, que dificultavam a apreciação das paisagens, os vales envoltos em mistério adicionou um certo encanto à aventura.
Descidas por rochas e penedos foi desafiador, assim como grande parte do percurso. Com a chuva a tornar zonas bastante escorregadias, exigia concentração e técnica. O som das rodas a bater nas pedras e degraus ecoava, aumentou a adrenalina. As escadas na zona do Santuário da Penha, mais propriamente por baixo do teleférico, adicionaram um elemento técnico ao percurso que, combinado com a chuva e a neblina, tornou a aventura mais memorável. Foi um verdadeiro teste de habilidade e coragem, mas a sensação de chegar ao fim compensa todo o esforço.
A última subida foi penosa e longa, mas também divertida. Algumas pessoas enfrentavam dificuldades e seguiam a pé. Mesmo assim, as palavras de carinho não faltavam.
Agradecimentos pelas partilhas de experiências foram constantes. Cinco horas a pedalar, com paragens curtas para não arrefecer muito o corpo sob a chuva insistente.
A descida final até a zona de chegada foi uma recompensa, passagem "obrigatória" (seria como ir a Roma e não ver o papa) pelo icônico Castelo de Guimarães e pelas históricas ruas da cidade. No fim, a organização presenteou-me com o dorsal nº 1 personalizado com o meu nome. Um gesto simples, mas de enorme significado.
Os abastecimentos, batizados com o nome Fuga Gastronómica, estavam situados em Praia Seca, na Basílica de São Torcato, e na Quinta dos Encados, uma quinta vinhateira que nos acolheu com a sua hospitalidade.
Depois da passagem pelo santuário da Penha, seguimos por partes da pista de enduro e downhill. Lembro-me de alguém perguntar se não era melhor descer de teleférico. Era, mas não seria a mesma coisa.
Vi bastante camaradagem entre os participantes. Em caso de avarias técnicas, havia sempre gente pronta a ajudar. A camaradagem era palpável, com colegas ajudando-se mutuamente a superar os obstáculos.
Apesar das condições adversas, a experiência foi enriquecedora e deixou-me com vontade de repetir quem sabe da próxima vez sem chuva. O percurso foi durinho, exigente em termos técnicos e físicos, mas a sensação de conquista fez tudo valer a pena.
Não posso deixar de elogiar o trabalho da organização. Para eles, o trabalho também foi árduo e, possivelmente, inicialmente ficaram desanimados por causa das condições climáticas. No entanto, fizeram um trabalho fantástico, garantindo que tudo corresse bem e proporcionando uma experiência inesquecível para todos os participantes.
Muitos PARABÉNS e o meu muito obrigado a toda a organização por tudo!
Forte braço,
Filipe Brito
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